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Portal H2O Água – Janeiro/10

Reutilização de areia em processo industrial poupa ambiente e reduz custos

A fábrica da Saint-Gobain Canalização, em Itaúna, (MG) produz conexões, corpos de válvulas e tampões de rua. O processo produtivo é complexo e gera areias residuais que podem causar impactos ao ambiente. Por isso a empresa faz o Reúso de Areia, um projeto de segregação e recuperação da areia de macharia (areia ligada com auxílio de resinas), para posterior reaproveitamento no processo industrial.

Na Saint-Gobain Canalização, a areia de macharia é separada de duas formas, manualmente e mecanicamente, da areia de fundição (areia verde) no processo de desmoldação e depois é armazenada temporariamente em caçambas. “Diariamente esta areia é enviada para a empresa Eco-Sand, parceira da Saint-Gobain. Lá, o composto chega na forma de torrões (de machos), é destorrada, classificada e passa pelo recuperador, onde é feita a limpeza dos grãos por atrito e são extraídos os finos (pó). Os finos são retidos em um filtro para posterior descarte em um aterro licenciado em Betim (MG) e a areia recuperada volta para a reutilização na fábrica ”, descreve João Vicente Coelho, engenheiro da Saint-Gobain Canalização e coordenador do programa.

Das 16 mil toneladas de areia consumidas pela fábrica da Saint-Gobain Canalização em Itaúna, no ano de 2008, 2,4 mil toneladas foram recicladas, ou seja, 15% do total utilizado. Os benefícios para a comunidade e o ambiente e para a própria Saint-Gobain Canalização são notáveis: redução da compra de areia nova; redução de custo para a Saint-Gobain Canalização; redução do descarte de resíduos no meio ambiente; redução do uso de recursos naturais (areia nova), além de geração de empregos e divisas para a comunidade, pois o trabalho envolve uma considerável cadeia de prestadores de serviços.

“O descarte de areia é um problema para o setor de fundição, visto que os volumes são grandes e a classificação exige descarte adequado, como por exemplo, em aterros licenciados e co-processamento, o que normalmente não é barato e gera custos cada vez maiores pela distância dos locais apropriados. A recuperação de areia é uma alternativa mais econômica, além de ser ambientalmente correta”, comenta Alessandra Almeida, gerente de RH/EHS da companhia.

 


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