O assentamento de uma canalização de ferro dúctil em
declive de fixação pode ser feito de duas maneiras:
-
fazendo
blocos de concreto para cada tubo,
-
fazendo
blocos de concreto na cabeceira de um trecho travado.
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Veja
a seguir:
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FORÇA AXIAL
| Declive |
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Em alguns declives, os atritos
entre a canalização e o terreno são insuficientes para
manter a canalização montada. É necessário equilibrar
a componente axial de gravidade pela utilização de blocos
de ancoragem ou de juntas travadas.
As duas técnicas podem ser associadas.
É conveniente ancorar uma canalização quando o declive
ultrapassa:
-
20%
numa canalização aérea,
-
25%
numa canalização enterrada,
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ANCORAGEM TUBO POR TUBO
Técnica
indicada para assentamento aéreo
-
Um
bloco de ancoragem atrás de cada bolsa de tubo.
-
As
bolsas são direcionadas para cima, a fim de favorecer
o apoio sobre os blocos.
-
Folga
de 10 mm deve ser deixada entre a ponta do tubo e fundo da bolsa,
a fim de absorver as dilatações térmicas
(condições clássicas de assentamento das
juntas elásticas).
Juntas
não travadas |
Colares
de fixação |
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ANCORAGEM POR TRECHO TRAVADO
Técnica
indicada para assentamento enterrado
Consiste
em ancorar um trecho de canalização travada:
-
seja
por um bloco de ancoragem colocado na cabeceira do trecho, atrás
da bolsa do primeiro tubo a montante,
-
seja
por um comprimento de travamento L suplementar, instalado na
parte plana atrás da curva anterior a pendente.
O esforço axial
máximo é suportado pela primeira junta travada a jusante
do bloco. Este esforço é função do declive,
mas também do comprimento do trecho travado. O comprimento
máximo admissível deve, portanto, ser definido pela
resistência máxima da junta travada.
Observação: Se o comprimento do declive é
superior àquele do trecho travado admissivel, é possível
realizar a descida em vários trechos independentes, cada um
ancorado na cabeceira por um bloco de concreto. Neste caso, não
se trava as juntas das extremidades dos trechos.
Conselho de execução: É obrigatório
realizar o assentamento a partir do ponto mais alto, a fim de que
as juntas já fiquem na posição de receber esforços
axiais.
| Juntas
travadas |
Fixação |
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| |
| Curva
travada |
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DIMENSIONAMENTO DE UM BLOCO
DE ANCORAGEM DE UM TRECHO ENTERRADO |
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| a: |
altura
menor do bloco de ancoragem |
|
: |
declividade |
| F: |
força
de deslizamento |
| L: |
comprimento
do bloco |
| b: |
0,3
m mínimo |
| B: |
largura
do bloco |
| H: |
altura
equivalente do bloco de ancoragem |
| W: |
peso
do tubo ou do trecho cheio de água |
| S: |
seção
transversal |
| Pmax: |
pressão
de serviço admissível da junta travada |
| f: |
coeficiente
de atrito solo/tubo |
: |
ângulo de atrito interno (Ver Características
Mecânicas dos Solos) |
| G: |
peso
do bloco |
: |
massa
específica do concreto (22000 N/m3) |
: |
diâmetro da canalização |
| R: |
força resultante |
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Hipóteses
-
R
passa pelo terço central da base do bloco.
-
Não
se leva em consideração o efeito do empuxo hidráulico
sobre a curva superior.
Dimensões do
Bloco |
| L
= |
( |
|
6
F cos  |
|
) |
1/2 |
|
B |
|
H= 0,5 L tg + a (a = 0,10m mínimo)
G= L B H
onde:
F = W (sen - f cos )
f = 2 tg (0,8 )
com:
-
2
= 1 tubo revestido com zinco + tinta betuminosa
-
2
= 2/3 tubo revestido com manta de polietileno.
Condições
suplementares a verificar:
-
resistência
da junta travada: W < P máx . S
-
não
deslizamento do bloco: F cos
÷
G < 0,9 tg (senão,
aumentar H).
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